Prazo eleitoral provoca debandada no primeiro escalão do Governo do ES
O Palácio Anchieta passou por uma reforma administrativa forçada nesta semana. Cumprindo o prazo legal de desincompatibilização para as eleições de 2026
O Palácio Anchieta passou por uma reforma administrativa forçada nesta semana. Cumprindo o prazo legal de desincompatibilização para as eleições de 2026, 12 secretários de Estado deixaram suas pastas até o dia 4 de abril. O movimento, que já era antecipado pelos bastidores políticos, consolida as apostas do grupo governista para o Legislativo estadual e federal.
A saída coletiva atinge áreas estratégicas como Saúde, Educação, Segurança e Meio Ambiente. Entre os nomes que se despediram estão figuras de peso do PSB, partido do ex-governador Renato Casagrande, e de legendas aliadas como PP, MDB e PT.
Confira a lista dos secretários que deixaram os cargos:
Tyago Hoffmann,Saúde,PSB
Vitor de Ângelo,Educação,PSB
Felipe Rigoni,Meio Ambiente,PSB
Jacqueline Moraes,Mulheres,PSB
Enio Bergoli,Agricultura,PP
José Carlos Nunes,Esportes,PT
Guerino Balestrassi,Recuperação do Rio Doce,MDB
Além do secretariado, o comando de autarquias também sofreu baixas. Pablo Lira, que presidia o Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), e Alessandro Broedel, do Incaper, também se desligaram para viabilizar suas candidaturas.
Diferente de anos anteriores, a especulação deu lugar à confirmação técnica. O secretário de Cultura, Fabrício Noronha, que figurava nas listas de possíveis candidatos, optou por permanecer na Secult, garantindo a execução do calendário cultural do estado.
Sob o comando de Ricardo Ferraço, que assumiu o governo após a renúncia de Casagrande para a disputa ao Senado, a gestão agora foca na nomeação de substitutos. A tendência é que subsecretários assumam interinamente para evitar a paralisia de projetos em andamento, como as obras de infraestrutura e a expansão do ensino em tempo integral.
A saída desses gestores atende à Lei Complementar 64/1990. Para concorrer a cargos de deputado ou governador, ocupantes de cargos públicos de confiança devem se afastar seis meses antes do pleito. O descumprimento desse prazo gera a inelegibilidade do candidato.
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