Perigo nas Vias: Postes no Meio de Avenida em Marataízes Revelam Falta de Planejamento Urbano

Condutores e pedestres que trafegam próximo ao Posto Juma dividem espaço na pista com estruturas da rede elétrica, moradores cobram alinhamento entre Prefeitura e EDP.

Perigo nas Vias: Postes no Meio de Avenida em Marataízes Revelam Falta de Planejamento Urbano
Perigo nas Vias: Postes no Meio de Avenida em Marataízes Revelam Falta de Planejamento Urbano (Foto: Reprodução)

O que deveria ser uma via de fluxo seguro e humanizado em Marataízes transformou-se em um cenário de improviso, desrespeito ao cidadão e risco iminente de acidentes graves. Quem trafega pela avenida municipal nas proximidades do Posto Juma se depara com uma cena absurda. Pelo menos dois postes de energia elétrica implantados diretamente no leito de trafego da via, obstruindo o trânsito e dividindo espaço com os veículos.

A gravidade da situação é ainda maior devido ao perfil de uso da via. O trecho em questão registra um fluxo intenso de veículos diariamente e serve como principal rota de acesso ao Centro Equestre do instituto ICAS, uma instituição que atende crianças que necessitam de cuidados e terapias especializadas. A presença dos obstáculos na pista coloca em risco direto as famílias, vans e ônibus que transportam os pacientes até o centro equestre.

A situação, flagrada por moradores locais, acendeu o alerta sobre a falta de planejamento que impera nas obras de infraestrutura do município. O problema expõe a ausência de sintonia crônica entre a prefeitura, e a concessionária de energia elétrica, EDP Espírito Santo.

Para quem transita diariamente pelo trecho, o obstáculo no meio da rua é uma verdadeira armadilha. Se durante o dia o perigo é nítido, no período noturno ou em dias de chuva a visibilidade reduzida transforma os postes em potenciais causadores de acidentes.

"É inacreditável como liberam ou mantêm uma rua nessas condições, sabendo que por aqui passam vans escolares e famílias levando crianças para tratamento de saúde e para as escolas. Parece que fingem normalidade diante de um erro tão básico de engenharia. Quem vai arcar com as consequências se houver uma colisão ali?", questiona João Carlos de Lima morador do bairro.

Em projetos urbanos eficientes, o processo de remoção e reinstalação de postes conhecido tecnicamente como reassentamento ou recuo de rede  deve anteceder ou ocorrer de forma estritamente paralela às intervenções na pista. O que se observa no local, contudo, refizeram a rua através de terraplenagem sem que as estruturas tenham sido deslocadas para os novos limites das calçadas.

Casos como este costumam esbarrar em um desgastante "jogo de empurra" burocrático. De um lado, prefeituras frequentemente alegam que os projetos de expansão viária são enviados às concessionárias e que os atrasos partem das empresas de energia. Do outro, as distribuidoras costumam argumentar que os prazos dependem da aprovação de projetos técnicos específicos e do pagamento dos custos de deslocamento das estruturas, que devem ser custeados pela prefeitura que é a solicitante.

Enquanto o impasse administrativo não é resolvido, o risco permanece sob a responsabilidade de quem precisa usar a via pública, incluindo motoristas, pedestres e o público vulnerável atendido pelo centro terapêutico.

Nossa reportagem entrou em contato com a Prefeitura Municipal de Marataízes e com a assessoria de comunicação da EDP Espírito Santo para apurar:

Qual o cronograma definitivo para a retirada e realocação dos postes da pista?

Sabendo que a via dá acesso a um centro de atendimento infantil e possui fluxo intenso, quais medidas emergenciais de sinalização serão adotadas para evitar acidentes no trecho?

NOTA:

"A EDP esclarece que não instala postes no meio de estradas e rodovias. Neste caso, os postes encontravam-se no local correto e ficaram naquela posição após uma obra de abertura da via, realizada por um particular, a qual a EDP não foi informada sobre a execução. Diante dos potenciais riscos, a Distribuidora realizará a mudança dos postes".

Até o fechamento desta matéria, não houve retorno da prefeitura. O espaço segue aberto para os devidos posicionamentos, que serão atualizados assim que enviados.


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