Pesca do Peroá Entra em Reta Final Antes de Proibição em Itapemirim e Marataízes

A espécie entrou oficialmente na lista de animais ameaçados de extinção. Com isso, os pescadores têm agora um prazo de 180 dias para adequação.

Pesca do Peroá Entra em Reta Final Antes de Proibição em Itapemirim e Marataízes
Pesca do Peroá Entra em Reta Final Antes de Proibição em Itapemirim e Marataízes (Foto: Reprodução)

Uma reunião de emergência realizada na manhã desta quarta-feira trouxe alívio para centenas de famílias que dependem da pesca artesanal no litoral sul do Espírito Santo. Após um dia de barcos parados e incertezas no cais, a Prefeitura e a Secretaria de Pesca esclareceram que a captura do Peroá (Balistes capriscus), principal motor econômico de cidades como Itapemirim e Marataízes está autorizada pelo menos até o final de outubro deste ano.

O impasse começou quando a Associação dos Pescadores anunciou a proibição imediata da pesca, baseando-se em novas diretrizes do Ministério do Meio Ambiente que incluíram a espécie na lista de animais ameaçados de extinção. O medo de multas e apreensões fez com que a frota permanecesse atracada, gerando apreensão em toda a cadeia produtiva local.

No entanto, o presidente da Colônia Z8 esclareceu que a adequação da atividade só ocorrerá após um período de transição de 180 dias. Durante este semestre, o governo federal e as entidades de classe trabalharão em um plano de recuperação da espécie para garantir que a exploração futura seja sustentável.

Embora a pesca esteja liberada, as autoridades reforçaram que a fiscalização será rigorosa para garantir a preservação do estoque pesqueiro. Os pescadores de Itapemirim e Marataízes devem seguir critérios estritos: Tamanho Mínimo, só é permitida a captura de espécimes com, no mínimo, 20 centímetros de comprimento, a atividade só pode ser exercida por embarcações devidamente autorizadas e registradas nos órgãos competentes e o atual regime de pesca segue sem alterações apenas até o final de outubro.

"Não há motivo para desespero. O Peroá não está proibido agora. Os pescadores podem seguir com suas atividades, desde que respeitem o tamanho mínimo e a autorização das embarcações," afirmou o Secretário Estadual de Pesca durante o encontro com os pescadores.

O peroá é considerado um patrimônio gastronômico e econômico da região. Em Marataízes e Itapemirim, a espécie não é apenas o sustento dos pescadores, mas também o prato principal que movimenta o turismo e a economia de quiosques e restaurantes. A manutenção da pesca pelos próximos seis meses garante fôlego financeiro para o setor enquanto as novas regras ambientais são discutidas.

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