Servidores públicos municipais protestam ameaçam paralisação geral
A categoria contesta o índice de 5% aprovado pela Câmara Municipal no início de abril.
Centenas de servidores públicos municipais ocuparam as ruas do centro de Linhares na manhã deste último sábado (25) em um ato de protesto contra o reajuste salarial concedido pela administração municipal. A categoria contesta o índice de 5% aprovado pela Câmara Municipal no início de abril, alegando que o valor ignora promessas de campanha feitas pelo prefeito Lucas Scaramussa (Podemos) sobre a concessão de aumentos reais.
A manifestação, organizada pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Linhares (SISPML), teve início na Praça Nestor Gomes. Com faixas e palavras de ordem, os manifestantes percorreram as principais avenidas até a sede da Prefeitura.
A presidente do SISPML, Paula Calmon, criticou duramente a postura do Executivo. Segundo a líder sindical, o funcionalismo esperava uma valorização digna, compatível com o orçamento planejado pela atual gestão.
"A verdade precisa ser dita: o prefeito Lucas não cumpriu com o que prometeu. Aguardávamos um reajuste superior ao anterior e o que ocorreu foi exatamente o contrário. Isso tem nome: desrespeito", declarou Calmon.
Para além da pauta salarial, o protesto deu voz a demandas sociais críticas. Representantes do magistério reforçaram que a luta é pela manutenção de direitos básicos. Um dos momentos de maior repercussão durante o ato foi o desabafo de uma mãe de aluna autista da rede municipal. Ela denunciou a falta de transporte escolar e de monitores especializados, fundamentais para a inclusão de alunos com deficiência.
"Já procurei a Secretaria de Educação e a Prefeitura, mas nada foi feito", relatou a moradora, evidenciando um gargalo na prestação de serviços públicos que vai além da folha de pagamento.
O sindicato afirma que o movimento deste sábado é apenas o "pontapé inicial" de uma agenda de mobilizações. Caso a prefeitura não abra um canal de negociação para rever o índice de reajuste, o funcionalismo não descarta a deflagração de uma paralisação geral nos próximos dias.
Até o fechamento desta edição, a Prefeitura de Linhares não havia se manifestado oficialmente sobre as declarações do sindicato ou sobre as denúncias de falta de assistência na educação especial.
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