Chefe do Comando Vermelho do Rio é preso em balneário no Espírito Santo após três meses de monitoramento

Carlos Gomes de Carvalho Júnior, o "Juninho do Mandela", era foragido por ataque a delegacia e controlava o tráfico no Jacarezinho à distância.

Chefe do Comando Vermelho do Rio é preso em balneário no Espírito Santo após três meses de monitoramento
Chefe do Comando Vermelho do Rio é preso em balneário no Espírito Santo após três meses de monitoramento (Foto: Reprodução)

Agentes da Polícia Civil do Rio de Janeiro prenderam, na noite desta segunda-feira (20), um dos nomes estratégicos da cúpula do Comando Vermelho (CV). Carlos Gomes de Carvalho Júnior, conhecido como Juninho do Mandela, foi localizado em Meaípe, região turística de Guarapari (ES). A ação, realizada pela 10ª Delegacia de Acervo Cartorário (Deac), encerra uma investigação de inteligência que durou 90 dias.

De acordo com as investigações, Juninho utilizava o litoral capixaba como base operacional para fugir do radar das autoridades fluminenses. No entanto, a distância geográfica não impedia sua atuação no crime organizado. A polícia afirma que ele era o responsável direto pela gestão do tráfico na localidade do Vasco, um dos pontos de maior circulação de drogas no Complexo do Jacarezinho, na Zona Norte do Rio.

No momento da abordagem, o criminoso apresentou documentos falsos, na tentativa de ludibriar os agentes. Apesar do perfil considerado de alta periculosidade, a captura ocorreu sem resistência ou disparos de arma de fogo.

O nome de Juninho do Mandela consta nos arquivos policiais há mais de uma década. Ele é apontado como um dos articuladores do audacioso ataque à 25ª DP (Engenho Novo), ocorrido em 2012, quando criminosos dispararam contra a sede da unidade policial em represália a operações na região. Contra ele, havia um mandado de prisão preventiva em aberto. Os principais crimes atribuídos ao preso incluem, tráfico de drogas, associação para o tráfico, uso de documento falso e Tentativa de homicídio (relacionada a ataques a agentes de segurança).

O preso deve ser transferido para o sistema penitenciário do Rio de Janeiro ainda esta semana. A Polícia Civil agora investiga se a residência em Guarapari também servia como entreposto para lavagem de dinheiro ou se outros integrantes da facção estariam utilizando o estado vizinho como refúgio.

A prisão de Juninho do Mandela reforça uma tendência observada pela Subsecretaria de Inteligência, a migração de lideranças para estados como Espírito Santo e Minas Gerais. A estratégia visa fugir das incursões diárias em favelas cariocas, mantendo o controle das operações via aplicativos de mensagens criptografadas e lideranças locais.

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